O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira, 25 de setembro, uma ordem executiva que define os termos para a transferência do controle do TikTok no país. O documento permite que um consórcio liderado por investidores norte-americanos adquira 80% das operações do aplicativo, reduzindo a participação da chinesa ByteDance para menos de 20%.
Por que a Casa Branca exigiu a venda
O governo argumenta que o TikTok poderia ser usado por Pequim para obter dados confidenciais ou disseminar propaganda. Desde 2024, uma lei aprovada pelo Congresso determina que plataformas controladas por empresas chinesas devem ser alienadas para investidores considerados “confiáveis” nos EUA sob pena de banimento.
Detalhes financeiros
De acordo com o vice-presidente JD Vance, o braço norte-americano da plataforma está avaliado em US$ 14 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões). O TikTok afirma somar mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo, sendo 170 milhões nos Estados Unidos.
Quem deve assumir o comando
Entre os investidores mencionados por Trump estão o fundador da Oracle, Larry Ellison, o empresário de mídia Rupert Murdoch, além dos fundos Silver Lake Management e Andreessen Horowitz. Durante a cerimônia de assinatura, o presidente declarou que o aplicativo será administrado por “investidores altamente sofisticados” e que não adotará orientação política.
Prazos e próximos passos
A lei inicialmente estabelecia a data-limite de 16 de dezembro de 2025 para a conclusão da venda. A nova ordem concede
Imagem: Internet
O que muda para os usuários
Segundo Vance, o acordo garante que os norte-americanos continuarão a usar o TikTok “com mais tranquilidade”, já que os dados ficarão sob controle local. Ele acrescentou que os compradores terão domínio total sobre o algoritmo da plataforma e lembrou que a Oracle já armazenava dados dos usuários mesmo antes da mudança de controle.
Trump relatou ter recebido apelos de jovens para “salvar o TikTok” e citou o ativista conservador Charlie Kirk, morto no início do mês, como incentivador de sua presença na rede social.
Com informações de g1
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